quinta-feira, 11 de junho de 2026
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Smiles, Latam Pass ou TudoAzul: qual rende mais em 2026

Comparativo honesto dos três programas aéreos brasileiros por acúmulo, parceiros e redenção. Onde cada um ganha, onde perde e qual escolher pelo seu perfil de voo.

Letícia Ribas 5 min de leitura
Asa de avião vista da janela com céu e nuvens, simbolizando comparativo de programas de milhas brasileiros
Asa de avião vista da janela com céu e nuvens, simbolizando comparativo de programas de milhas brasileiros

Toda semana cai a mesma pergunta na minha caixa: “Letícia, vou começar a juntar milhas agora — qual programa eu escolho?” E quase toda vez a pessoa já decidiu antes de perguntar, baseada em qual companhia ela voa. Erro clássico. O programa que mais rende raramente é o da cia que você usa no embarque — é o que tem a parceira certa pra onde você quer ir.

O que importa decidir antes de escolher

Antes de qualquer comparativo, separe o que você está perguntando. “Qual rende mais” é vago. Eu quebro em quatro critérios, porque um programa pode ganhar num e perder feio noutro:

  1. De onde vêm seus pontos. Cartão de crédito + transferência bonificada? Voo na própria cia? Compra direta? Isso muda tudo, porque a fonte mais comum no Brasil é Livelo e Esfera, não voar.
  2. Pra onde você voa. Nacional curto? América do Sul? Europa em executiva? Cada destino tem um programa que cobra menos por causa da malha de parceiras.
  3. Bônus de transferência típico. Smiles e Latam Pass rodam promoções fortes de Livelo/Esfera quase toda semana. TudoAzul é mais tímido, mas o acúmulo direto compensa em parte.
  4. Validade e flexibilidade. Quanto tempo o ponto dura, se dá pra compartilhar com família, se o resgate é fácil de achar voo.

Se você não sabe ainda pra onde quer ir, esse é o problema antes do programa. Resolvi isso num guia separado sobre concentrar ou diversificar pontos em mais de um programa — vale ler em paralelo.

Comparativo direto: os três no mesmo critério

CritérioSmiles (GOL)Latam PassTudoAzul (Azul)
Cia principalGOLLATAMAzul
Parceiro estrela exteriorparceiras Star/individuaisAmerican + oneworldparceiras avulsas
Bônus de transferência típicoalto e frequentealto e frequentemenor, mais raro
Acúmulo voandorazoávelrazoáveldos melhores (Clube)
Compartilhar com famíliasim, com regrasim, com regrasim, com regra
Resgate nacional curtocompetitivocompetitivocostuma ser mais barato

A proporção base de transferência de pontos bancários (Livelo, Esfera) é 1:1 nos três, conforme as páginas oficiais de cada programa — o que muda é o bônus por cima, e é nele que mora a diferença real de CPM. As regras de bônus e parceiras são detalhadas nas centrais oficiais da Smiles, do LATAM Pass e do TudoAzul.

Onde cada um ganha de verdade

Latam Pass ganha no exterior em classe alta. A parceria com a American Airlines e o resto da oneworld abre rotas pros EUA, Europa e Ásia em executiva com tabela que, em boa data, sai mais em conta que o equivalente em Smiles. Se o seu sonho é executiva pra Madri ou Miami, é nele que eu olharia primeiro. Já comparei essa conta em detalhe na análise de Latam Pass GRU-Madri em business pela Iberia.

Smiles ganha em volume de bônus e flexibilidade de busca. O programa da GOL roda ação de transferência bonificada com tanta frequência que, pra quem acumula via Livelo, o CPM final costuma cair bonito. A busca de voos também aceita muita parceira avulsa, o que ajuda em rota torta.

TudoAzul ganha no acúmulo direto e no nacional. Quem voa Azul ou assina o Clube TudoAzul acumula numa velocidade que os outros dois não acompanham, e o resgate de trecho nacional curto frequentemente sai mais barato em pontos. O ponto fraco é o exterior: depende de parceiras avulsas e bônus de transferência menos generosos. Detalhei o funcionamento do programa no guia de como a TudoAzul funciona e como acumular pontos.

Minha escolha — e por quê

Vou ser direta, do jeito que respondo no direct. Pro perfil mais comum do leitor brasileiro — junta ponto no cartão via Livelo/Esfera, voa 1 a 3 vezes por ano, mistura nacional com uma viagem internacional — eu começaria por dois programas, não um: Latam Pass pra guardar pro voo internacional bom, e TudoAzul se você voa Azul com frequência.

Por que não Smiles no topo? Não é que Smiles seja ruim — o bônus dela é dos melhores e eu transfiro pra lá toda semana. É que, pra destino internacional premium, a malha oneworld do Latam Pass me dá mais opção de assento e tabela. Pro bolso de quem só voa nacional, o TudoAzul tende a cobrar menos ponto por trecho curto. Smiles fica como o terceiro pote, alimentado por bônus pesado quando a promo aparece — e aí o CPM dela briga de igual com os outros.

A escolha de fundo não é “qual programa”, é quantos. E sobre isso eu tenho opinião forte: pra quem está começando, concentrar num programa principal + um secundário evita pulverizar saldo que nunca vira passagem.

FAQ

Posso acumular nos três ao mesmo tempo?

Pode, e muita gente faz. O risco não é acumular nos três — é pulverizar: ficar com 18 mil aqui, 22 mil ali, 15 mil acolá, e nenhum saldo grande o suficiente pra emitir o voo que você quer. Concentre o acúmulo principal num programa e use os outros como complemento por destino.

Qual programa tem o bônus de transferência mais frequente?

Smiles e Latam Pass disparam ações de bônus de Livelo e Esfera com altíssima frequência — quase toda semana aparece alguma. TudoAzul roda menos promoções de transferência, mas compensa em parte com acúmulo direto mais rápido pra quem voa Azul ou tem o Clube.

Vale a pena ter os três só pelo bônus?

Só se você consegue acompanhar e emitir. Ponto parado esperando bônus que nunca chega o destino é ponto que deprecia. Se você não tem disciplina de monitorar promoção, fique com um ou dois e durma tranquila.

Fontes

L

Escrito por

Letícia Ribas

Cobertura editorial independente de milhas, cartões e programas de fidelidade no Brasil — bonificações, redenções e travel hacking sem afiliado.

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