Nomad dá até 9 mil pontos Azul: o que esses pontos valem mesmo
Nomad com cupom PP9MIL paga 6.000 ou 9.000 pontos Azul na 1ª conversão. Calculei o que esses pontos viram em passagem. Análise de 16/05/2026.
Recebi a mesma pergunta quatro vezes esta semana: “vi que a Nomad tá dando 9 mil pontos Azul, vale abrir conta só pra pegar?”. A pergunta certa não é se 9 mil pontos é muito — é o que 9 mil pontos Azul compram depois que você tira o IOF e a taxa de câmbio da conta. Porque o ponto Azul não é dinheiro: ele tem um valor que muda de trecho pra trecho, e a maioria das pessoas que corre pegar essa promo nunca fez essa conta.
O que importa decidir antes de abrir a conta
Três critérios decidem se essa promo vale para você:
- Quanto você ganha de fato (6.000 ou 9.000 pontos — não são iguais)
- Quanto custa “ativar” o bônus (a conversão mínima de US$ 200 + IOF + spread de câmbio)
- Quanto esses pontos valem em emissão real (não o valor de tabela inventado)
Critério 1: 6.000 ou 9.000 — quem pega cada um
Pelo Pontos pra Voar e pela Melhores Destinos, abrindo a conta Nomad com cupom PP9MIL e fazendo a primeira conversão de no mínimo US$ 200 até 31/05/2026:
| Perfil | Pontos Azul | Condição |
|---|---|---|
| Cliente comum | 6.000 | 1ª conversão ≥ US$ 200 |
| Cliente Clube Azul | 9.000 | 1ª conversão ≥ US$ 200 |
A primeira operação precisa ser feita em até 15 dias após a aprovação da conta. Maior de 18, com CNH, RG ou Passaporte válido. Os 9.000 cheios são só para quem já assina o Clube Azul — o resto pega 6.000. O “até 9 mil” do título é teto, como sempre.
Critério 2: quanto custa ativar o bônus
Aqui é onde a conta fica honesta. Para destravar os pontos você precisa converter pelo menos US$ 200. Não é dinheiro perdido — fica na sua conta global em dólar —, mas tem custo de fricção: o IOF de remessa para conta própria no exterior e o spread de câmbio da Nomad. A conta de câmbio costuma ser competitiva, mas não é zero. Trate os pontos como bônus por movimentar dinheiro que você já ia usar (viagem, assinatura em dólar, compra internacional), não como dinheiro de graça. Se você não tem nenhum uso real para esses US$ 200 em dólar, o custo de oportunidade come parte do prêmio.
Critério 3: o que 9.000 pontos Azul compram de verdade
Esse é o número que ninguém mostra. Vou calcular pelo piso de resgate doméstico da própria Azul. Em maio/2026, o Passageiro de Primeira listou trechos a partir de 2.600 pontos para clientes Diamante (ou 4.000 para os demais) + taxas.
| Cenário | Pontos | O que dá | Valor estimado da passagem |
|---|---|---|---|
| 9.000 pts (Clube Azul) | 9.000 | ~2 trechos domésticos no piso (4.000 cada, não-Diamante) ou 3 no piso Diamante | ~R$ 200-450 em passagens |
| 6.000 pts (comum) | 6.000 | ~1,5 trecho doméstico no piso não-Diamante | ~R$ 150-300 |
Em CPM grosseiro, ponto Azul resgatado bem no doméstico orbita R$ 0,025-0,035. Logo, 9.000 pontos valem na faixa de R$ 225 a R$ 315 de valor de uso real — desde que você resgate em trecho barato e não deixe expirar. Não é “uma viagem grátis”. É um trecho e meia a três trechos curtos, dependendo do seu status e da data.
O número que muda tudo: 6.000 não é “dois terços de 9.000”
Quem não é Clube Azul pega 6.000, não 9.000. A tentação é pensar “ah, pego dois terços do prêmio”. Errado, e o erro importa. O piso de resgate da Azul para cliente não-Diamante costuma ser maior (4.000 pontos/trecho contra 2.600 do Diamante, no exemplo de maio citado). Então o cliente comum, que pega menos pontos, também resgata mais caro. O efeito composto:
| Perfil | Pontos do bônus | Piso de resgate típico | Trechos cobertos pelo bônus |
|---|---|---|---|
| Clube Azul | 9.000 | menor (status melhor) | ~2 a 3 trechos no piso |
| Cliente comum | 6.000 | maior | ~1 a 1,5 trecho no piso |
Em valor de uso, o gap entre os dois perfis é maior que a diferença bruta de pontos sugere. Não é 9.000 vs 6.000 (gap de 33%); é mais próximo de “duas a três viagens curtas” vs “uma”. Quem está avaliando se vira Clube Azul antes de pegar a promo precisa colocar isso na conta — pode ser que o custo da assinatura do clube se pague só no diferencial deste bônus, se você já tinha intenção de assinar.
O erro mais comum: tratar ponto como reais
A frase que eu mais ouço é “9 mil pontos, deve dar uns 9 mil reais de viagem”. Não dá. Ponto Azul não tem lastro em real — tem lastro no que a Azul decide cobrar pelo assento naquele dia. No piso doméstico bem resgatado, 9.000 pontos compram de R$ 225 a R$ 315 de passagem. Num trecho mal escolhido (data cara, alta temporada, sem desconto Diamante), os mesmos 9.000 pontos podem comprar menos da metade disso. O prêmio só vale o teto se você resgatar bem — e resgatar bem exige flexibilidade de data e, idealmente, status. Quem pega o bônus e resgata na primeira data que aparece costuma transformar R$ 250 de valor potencial em R$ 120 de valor real. O bônus é bom; o uso ruim do bônus é o que mata a conta.
Minha escolha e por quê
Vale a pena se você já ia movimentar dólar — assinatura internacional, próxima viagem, compra fora — e tem como usar 6.000-9.000 pontos Azul antes da validade. Aí é prêmio quase de graça por uma operação que você faria de qualquer jeito. Não vale abrir conta, converter US$ 200 sem destino e deixar parado só para “pegar os pontos”: o spread + IOF + risco de o ponto expirar antes de você emitir transformam um prêmio de ~R$ 250 num quase-empate. Promo de bônus de conta só é boa quando encaixa numa coisa que você ia fazer mesmo.
Faço sempre uma conta rápida de “prêmio líquido” antes de recomendar uma promo dessas a alguém. Tome o valor de uso realista do bônus (digamos R$ 250 para o Clube Azul que resgata bem). Subtraia o custo de fricção dos US$ 200 — não o valor dos US$ 200 em si, que volta para você, mas o spread de câmbio + IOF de remessa, que numa conta digital competitiva pode ficar na casa de R$ 15 a R$ 40 dependendo da operação. Sobra um prêmio líquido na faixa de R$ 210 a R$ 235 para o Clube Azul, e proporcionalmente menor para o cliente comum. É um prêmio bom para abrir uma conta que você ia usar de qualquer forma. É um prêmio medíocre se o único motivo de você abrir a conta foi a promo e você não tem destino para os pontos nem uso para o dólar. A diferença entre os dois cenários não está na promo — está em você já ter, ou não, um motivo independente para movimentar dólar.
Um aviso operacional que vale dizer: a oferta condiciona o bônus à primeira conversão de no mínimo US$ 200 feita em até 15 dias após a aprovação da conta, e o cupom (PP9MIL) precisa estar aplicado no momento certo do fluxo. Promo de parceria entre fintech e programa aéreo é onde mais vejo gente perder bônus por detalhe de timing — abriu a conta sem o cupom, ou demorou mais de 15 dias para converter. Se for fazer, leia o regulamento da campanha na própria Nomad antes de abrir a conta, não depois.
FAQ
Os 9.000 pontos servem pra Clube Azul comum também?
Não. Pelos veículos citados, os 9.000 são para quem já é cliente Clube Azul. Cliente comum pega 6.000 nas mesmas condições.
Quanto tempo leva pra cair?
A oferta condiciona o bônus à primeira conversão de US$ 200 feita em até 15 dias após a aprovação da conta. O crédito dos pontos costuma seguir o ciclo do parceiro — confirme prazo de crédito direto na Nomad antes de contar com eles para uma emissão urgente.
Fontes
- Pontos pra Voar — Abra sua conta Nomad e ganhe até 9 mil pontos Azul Fidelidade
- Melhores Destinos — Abra a conta Nomad e ganhe pontos Azul Fidelidade
- MacMagazine — Nova promoção da Nomad dá até 9.000 pontos Azul na primeira conversão
- Passageiro de Primeira — 5 sugestões de trechos com a Azul a partir de 2.600 pontos + taxas
- Azul Fidelidade — Promoções em pontos e parceiros (página oficial)
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Escrito por
Letícia Ribas
Cobertura editorial independente de milhas, cartões e programas de fidelidade no Brasil — bonificações, redenções e travel hacking sem afiliado.


